Jogadoras de Portugal protestam contra possibilidade de teto salarial no futebol

Medida ainda não foi confirmada é está sendo discutida pela FPF com os clubes. Objetivo da entidade seria aliviar impacto financeiro da Covid-19.

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Movimento futebol sem gênero em Portugal. (Foto: reprodução)

Jogadoras em Portugal criaram um movimento chamado “Futebol Sem Gênero” para protestar contra a sugestão da Federação Portuguesa de Futebol de que se crie um teto salarial para a edição 2020/2021 do Campeonato Português feminino. A justificativa da entidade é a crise causada pela pandemia de Covid-19. Em documento, a organização explica:

“Face às circunstâncias excepcionais decorrentes da pandemia COVID-19 e à necessidade de garantir o equilíbrio dos clubes e a estabilidade da competição, é estabelecido o limite máximo de 550 mil euros para a massa salarial de jogadoras inscritas na temporada 2020-2021. Entende-se por massa salarial do plantel a soma dos salários e/ou subsídios declarados no contrato de cada jogadora”

Goleira do Benfica, Dani Neuhaus é uma das mais de 100 jogadoras do movimento, que contratou advogados a fim de garantir que a medida não siga adiante.

Lutei anos para fazer o que mais amo, para jogar futebol, para evoluir cada vez mais, numa luta de gerações. Contra toda a discriminação, contra todo o preconceito, eu lutei para chegar onde estou. É devastador e vergonhoso, em pleno Século XXI, ter que lutar contra a criação de um teto salarial no futebol feminino em Portugal – escreveu ela em seu Instagram.

Em maio, o blog entrevistou Mónica Jorge, diretora de Futebol Feminino da FPF. Ela comentou sobre a possibilidade, mas garantiu que nada estava definido e a medida seria debatida com clubes e entidades antes de ser colocada em vigor.

Sim, é uma questão que está sendo discutida ainda com os clubes. Nada é feito sem parceira dos clubes. Nada é feito sem opinião, aval desses clubes. É feito de uma forma equilibrada e que todos possam crescer de igual forma.

Pela proposta, o teto salarial ficaria em 550 mil euros por ano somando todo o plantel. Em contato com o blog, jogadoras que lideram o movimento colocam que a mobilização da FPF deveria ser para garantir um valor mínimo salarial e não provocar a diminuição dos rendimentos atuais. Ainda não há data de previsão para ser aprovado ou não o adendo no regulamento da temporada do próximo ano.

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