Pandemia provoca queda de 73% no turismo em Portugal

Portugal registrou entre janeiro e setembro quase 10 milhões de turistas estrangeiros a menos do que no mesmo período do ano passado. A baixa é uma das consequências da crise da Covid-19, que afeta um dos pilares da economia do país. Os dados representam uma queda de 73,8%, revelou nesta segunda-feira (16) o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

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Arco da Rua Augusta, ponto turístico em Lisboa. (Imagem: CWB)

No total, o setor português de hotelaria recebeu 8,7 milhões de pessoas durante nove meses. O número corresponde a 59,3% hóspedes a menos, o que provocou uma queda de 64,5% no faturamento. No total, as perdas são calculadas em cerca de ? 1,23 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões). Neste contexto, o número de turistas estrangeiros que vistou o país foi de apenas 3,4 milhões, contra 13 milhões entre janeiro e setembro de 2019.

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O mercado interno apresentou melhores resultados, com uma queda de 36,9% – cerca de 5,3 milhões de hóspedes. Em relação aos turistas estrangeiros, “os principais mercados também registraram quedas significativas, acima de 60%”, destacou o INE português.

Os turistas que visitam Portugal vêm principalmente do Reino Unido. Entre o final de agosto e meados de setembro, o país beneficiou de uma suspensão temporária das restrições às viagens impostas aos britânicos. Entre abril e julho, o número de diárias de hóspedes do Reino Unido caiu mais de 90%. Desde então, a queda em ritmo anual passou de 79,9% em agosto para 70,7% em setembro.

O turismo representa 8,7% do PIB do país. Em 2019, em seu conjunto, apenas o mercado britânico gerou ? 3,3 bilhões de euros (cerca de R$ 21 bilhões) em renda, à frente do mercado francês, com ? 2,6 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões).

Manifestação de trabalhadores da área da restauração, arte e cultura onde apresentam várias reivindicações de apoio aos diversos setores, em Lisboa. (Foto-CWB)

Manifestações

Centenas de manifestantes reunidos no centro de Lisboa desafiaram o toque de recolher que entrou em vigor na tarde de sábado (14), nas regiões mais afetadas pela segunda onda da pandemia do coronavírus no país. Desde segunda-feira passada (9), Portugal está sendo submetido a um toque de recolher noturno.

Cerca de 500 pessoas protestaram no centro da capital, convocados pelo setor de restaurantes – um dos mais atingidos por essa medida – e um movimento de cidadãos que organizou uma “marcha pela liberdade”. Nesta segunda-feira (16), o estado de emergência sanitária – aliado ao toque de recolher noturno e ao fim de semana – se estenderá a novas regiões, afetando 80% da população.

Neste final de semana, também entrou em vigor a “proibição de circular em vias públicas” a partir das 13h00 em mais de uma centena de cidades portuguesas onde a transmissão está acelerada e onde vivem cerca de 70% dos dez milhões de habitantes do país.

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