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EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
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A concorr\u00eancia saud\u00e1vel \u00e9 fundamental para impulsionar a inova\u00e7\u00e3o, melhorar a qualidade dos servi\u00e7os e oferecer benef\u00edcios aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n Fonte: pplware.sapo.pt<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Se gostou desta not\u00edcia, compartilhe com os seus amigos e familiares!<\/p>\n\n\n\n Siga-nos nas nossas redes sociais: Facebook<\/a> | Instagram<\/a> | LinkedIn<\/a> | Twitter<\/a> | YouTube<\/a> | Tik Tok<\/a><\/p>\n","post_title":"Digi: \u00c0 conquista de Portugal","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"digi-a-conquista-de-portugal","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2023-06-05 21:12:24","post_modified_gmt":"2023-06-05 21:12:24","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=15174","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":10494,"post_author":"1","post_date":"2019-04-23 14:05:46","post_date_gmt":"2019-04-23 14:05:46","post_content":" A entrada da Digi no mercado portugu\u00eas pode impulsionar uma maior oferta de planos acess\u00edveis, melhorias na qualidade dos servi\u00e7os e uma maior preocupa\u00e7\u00e3o das operadoras tradicionais em manter seus clientes satisfeitos. Isso pode resultar em benef\u00edcios diretos para os consumidores, como melhores pre\u00e7os e mais op\u00e7\u00f5es de escolha.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 importante destacar que a Digi \u00e9 apenas uma das operadoras que tem conquistado espa\u00e7o no mercado. A concorr\u00eancia saud\u00e1vel \u00e9 fundamental para impulsionar a inova\u00e7\u00e3o, melhorar a qualidade dos servi\u00e7os e oferecer benef\u00edcios aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n Fonte: pplware.sapo.pt<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Se gostou desta not\u00edcia, compartilhe com os seus amigos e familiares!<\/p>\n\n\n\n Siga-nos nas nossas redes sociais: Facebook<\/a> | Instagram<\/a> | LinkedIn<\/a> | Twitter<\/a> | YouTube<\/a> | Tik Tok<\/a><\/p>\n","post_title":"Digi: \u00c0 conquista de Portugal","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"digi-a-conquista-de-portugal","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2023-06-05 21:12:24","post_modified_gmt":"2023-06-05 21:12:24","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=15174","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":10494,"post_author":"1","post_date":"2019-04-23 14:05:46","post_date_gmt":"2019-04-23 14:05:46","post_content":" No entanto, \u00e9 importante que os consumidores estejam atentos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es contratuais e avaliem cuidadosamente as ofertas antes de optar pela mudan\u00e7a de operadora. A concorr\u00eancia \u00e9 ben\u00e9fica, mas \u00e9 essencial fazer uma an\u00e1lise criteriosa para garantir que a op\u00e7\u00e3o escolhida atenda \u00e0s necessidades individuais.<\/p>\n\n\n\n A entrada da Digi no mercado portugu\u00eas pode impulsionar uma maior oferta de planos acess\u00edveis, melhorias na qualidade dos servi\u00e7os e uma maior preocupa\u00e7\u00e3o das operadoras tradicionais em manter seus clientes satisfeitos. Isso pode resultar em benef\u00edcios diretos para os consumidores, como melhores pre\u00e7os e mais op\u00e7\u00f5es de escolha.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 importante destacar que a Digi \u00e9 apenas uma das operadoras que tem conquistado espa\u00e7o no mercado. A concorr\u00eancia saud\u00e1vel \u00e9 fundamental para impulsionar a inova\u00e7\u00e3o, melhorar a qualidade dos servi\u00e7os e oferecer benef\u00edcios aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n Fonte: pplware.sapo.pt<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Se gostou desta not\u00edcia, compartilhe com os seus amigos e familiares!<\/p>\n\n\n\n Siga-nos nas nossas redes sociais: Facebook<\/a> | Instagram<\/a> | LinkedIn<\/a> | Twitter<\/a> | YouTube<\/a> | Tik Tok<\/a><\/p>\n","post_title":"Digi: \u00c0 conquista de Portugal","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"digi-a-conquista-de-portugal","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2023-06-05 21:12:24","post_modified_gmt":"2023-06-05 21:12:24","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=15174","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":10494,"post_author":"1","post_date":"2019-04-23 14:05:46","post_date_gmt":"2019-04-23 14:05:46","post_content":" No entanto, \u00e9 importante que os consumidores estejam atentos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es contratuais e avaliem cuidadosamente as ofertas antes de optar pela mudan\u00e7a de operadora. A concorr\u00eancia \u00e9 ben\u00e9fica, mas \u00e9 essencial fazer uma an\u00e1lise criteriosa para garantir que a op\u00e7\u00e3o escolhida atenda \u00e0s necessidades individuais.<\/p>\n\n\n\n A entrada da Digi no mercado portugu\u00eas pode impulsionar uma maior oferta de planos acess\u00edveis, melhorias na qualidade dos servi\u00e7os e uma maior preocupa\u00e7\u00e3o das operadoras tradicionais em manter seus clientes satisfeitos. Isso pode resultar em benef\u00edcios diretos para os consumidores, como melhores pre\u00e7os e mais op\u00e7\u00f5es de escolha.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 importante destacar que a Digi \u00e9 apenas uma das operadoras que tem conquistado espa\u00e7o no mercado. A concorr\u00eancia saud\u00e1vel \u00e9 fundamental para impulsionar a inova\u00e7\u00e3o, melhorar a qualidade dos servi\u00e7os e oferecer benef\u00edcios aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n Fonte: pplware.sapo.pt<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Se gostou desta not\u00edcia, compartilhe com os seus amigos e familiares!<\/p>\n\n\n\n Siga-nos nas nossas redes sociais: Facebook<\/a> | Instagram<\/a> | LinkedIn<\/a> | Twitter<\/a> | YouTube<\/a> | Tik Tok<\/a><\/p>\n","post_title":"Digi: \u00c0 conquista de Portugal","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"digi-a-conquista-de-portugal","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2023-06-05 21:12:24","post_modified_gmt":"2023-06-05 21:12:24","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=15174","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":10494,"post_author":"1","post_date":"2019-04-23 14:05:46","post_date_gmt":"2019-04-23 14:05:46","post_content":" Em Portugal, a chegada da Digi tem gerado expectativas entre os consumidores, que anseiam por mais op\u00e7\u00f5es e concorr\u00eancia saud\u00e1vel no setor. Com a promessa de pre\u00e7os competitivos e servi\u00e7os de qualidade, a operadora pode trazer mudan\u00e7as significativas para o mercado nacional.<\/p>\n\n\n\n No entanto, \u00e9 importante que os consumidores estejam atentos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es contratuais e avaliem cuidadosamente as ofertas antes de optar pela mudan\u00e7a de operadora. A concorr\u00eancia \u00e9 ben\u00e9fica, mas \u00e9 essencial fazer uma an\u00e1lise criteriosa para garantir que a op\u00e7\u00e3o escolhida atenda \u00e0s necessidades individuais.<\/p>\n\n\n\n A entrada da Digi no mercado portugu\u00eas pode impulsionar uma maior oferta de planos acess\u00edveis, melhorias na qualidade dos servi\u00e7os e uma maior preocupa\u00e7\u00e3o das operadoras tradicionais em manter seus clientes satisfeitos. Isso pode resultar em benef\u00edcios diretos para os consumidores, como melhores pre\u00e7os e mais op\u00e7\u00f5es de escolha.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 importante destacar que a Digi \u00e9 apenas uma das operadoras que tem conquistado espa\u00e7o no mercado. 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Essa abordagem tem conquistado a confian\u00e7a dos consumidores, que buscam alternativas mais acess\u00edveis e flex\u00edveis no mercado de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Em Portugal, a chegada da Digi tem gerado expectativas entre os consumidores, que anseiam por mais op\u00e7\u00f5es e concorr\u00eancia saud\u00e1vel no setor. Com a promessa de pre\u00e7os competitivos e servi\u00e7os de qualidade, a operadora pode trazer mudan\u00e7as significativas para o mercado nacional.<\/p>\n\n\n\n No entanto, \u00e9 importante que os consumidores estejam atentos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es contratuais e avaliem cuidadosamente as ofertas antes de optar pela mudan\u00e7a de operadora. 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Com pre\u00e7os competitivos e servi\u00e7os de qualidade, a Digi tem atra\u00eddo cada vez mais consumidores insatisfeitos com as ofertas das operadoras tradicionais.<\/p>\n\n\n\n A estrat\u00e9gia da Digi baseia-se em oferecer pacotes simples, transparentes e econ\u00f3micos, sem custos ocultos e com uma experi\u00eancia de utiliza\u00e7\u00e3o descomplicada. Essa abordagem tem conquistado a confian\u00e7a dos consumidores, que buscam alternativas mais acess\u00edveis e flex\u00edveis no mercado de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Em Portugal, a chegada da Digi tem gerado expectativas entre os consumidores, que anseiam por mais op\u00e7\u00f5es e concorr\u00eancia saud\u00e1vel no setor. 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Com pre\u00e7os competitivos e servi\u00e7os de qualidade, a Digi tem atra\u00eddo cada vez mais consumidores insatisfeitos com as ofertas das operadoras tradicionais.<\/p>\n\n\n\n A estrat\u00e9gia da Digi baseia-se em oferecer pacotes simples, transparentes e econ\u00f3micos, sem custos ocultos e com uma experi\u00eancia de utiliza\u00e7\u00e3o descomplicada. Essa abordagem tem conquistado a confian\u00e7a dos consumidores, que buscam alternativas mais acess\u00edveis e flex\u00edveis no mercado de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Em Portugal, a chegada da Digi tem gerado expectativas entre os consumidores, que anseiam por mais op\u00e7\u00f5es e concorr\u00eancia saud\u00e1vel no setor. 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Isso pode resultar em benef\u00edcios diretos para os consumidores, como melhores pre\u00e7os e mais op\u00e7\u00f5es de escolha.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 importante destacar que a Digi \u00e9 apenas uma das operadoras que tem conquistado espa\u00e7o no mercado. 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Isso pode resultar em benef\u00edcios diretos para os consumidores, como melhores pre\u00e7os e mais op\u00e7\u00f5es de escolha.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 importante destacar que a Digi \u00e9 apenas uma das operadoras que tem conquistado espa\u00e7o no mercado. 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Com a promessa de pre\u00e7os competitivos e servi\u00e7os de qualidade, a operadora pode trazer mudan\u00e7as significativas para o mercado nacional.<\/p>\n\n\n\n No entanto, \u00e9 importante que os consumidores estejam atentos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es contratuais e avaliem cuidadosamente as ofertas antes de optar pela mudan\u00e7a de operadora. A concorr\u00eancia \u00e9 ben\u00e9fica, mas \u00e9 essencial fazer uma an\u00e1lise criteriosa para garantir que a op\u00e7\u00e3o escolhida atenda \u00e0s necessidades individuais.<\/p>\n\n\n\n A entrada da Digi no mercado portugu\u00eas pode impulsionar uma maior oferta de planos acess\u00edveis, melhorias na qualidade dos servi\u00e7os e uma maior preocupa\u00e7\u00e3o das operadoras tradicionais em manter seus clientes satisfeitos. Isso pode resultar em benef\u00edcios diretos para os consumidores, como melhores pre\u00e7os e mais op\u00e7\u00f5es de escolha.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 importante destacar que a Digi \u00e9 apenas uma das operadoras que tem conquistado espa\u00e7o no mercado. A concorr\u00eancia saud\u00e1vel \u00e9 fundamental para impulsionar a inova\u00e7\u00e3o, melhorar a qualidade dos servi\u00e7os e oferecer benef\u00edcios aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n Fonte: pplware.sapo.pt<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Se gostou desta not\u00edcia, compartilhe com os seus amigos e familiares!<\/p>\n\n\n\n Siga-nos nas nossas redes sociais: Facebook<\/a> | Instagram<\/a> | LinkedIn<\/a> | Twitter<\/a> | YouTube<\/a> | Tik Tok<\/a><\/p>\n","post_title":"Digi: \u00c0 conquista de Portugal","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"digi-a-conquista-de-portugal","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2023-06-05 21:12:24","post_modified_gmt":"2023-06-05 21:12:24","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=15174","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":10494,"post_author":"1","post_date":"2019-04-23 14:05:46","post_date_gmt":"2019-04-23 14:05:46","post_content":"<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};
<\/a>\r\nPor NEG\u00d3CIOS<\/a><\/em>.\r\n\r\nCom a economia em ordem e a autoestima elevada, o pa\u00eds \u00e9 um ecossistema em ebuli\u00e7\u00e3o. Pelo terceiro ano consecutivo, o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo, acontece em Lisboa.<\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Fam\u00edlia na pol\u00edtica tamb\u00e9m vira tema de debate em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0O caso da brasileira desaparecida em Portugal<\/a><\/strong>\r\n\r\nLEIA TAMB\u00c9M:\u00a0Educa\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e9 a \u00fanica da Europa que melhora a cada ano<\/a><\/strong>\r\n\r\n
EFERVESC\u00caNCIA
\u2002PARA A EDI\u00c7\u00c3O 2018, ENTRE OS 250 PALESTRANTES J\u00c1 CONFIRMADOS, EST\u00c3O REPRESENTANTES DA VELHA E DA NOVA ECONOMIA (FOTO: DAVID FITZGERALD\/WEB SUMMIT VIA SPORTSFILE)[\/caption]\r\n\r\nDepois de afundar numa das piores crises econ\u00f4micas desde a Segunda Guerra Mundial, Portugal se reergueu com medidas dr\u00e1sticas. Cortou investimentos. Congelou gastos e carreiras. Reduziu os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. A cartilha da austeridade provocou dor e revolta, deixou cicatrizes mas deu resultado.\r\n\r\nO desemprego caiu, o PIB subiu, e at\u00e9 a expectativa de vida de uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 idosa aumentou. Junte-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o banho de autoestima: o pa\u00eds entrou na moda. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias cidades s\u00e3o apontadas como ideais para se passear e viver. Tem mais.\r\n\r\nCom projetos ousados e apoio do governo, Portugal vem chamando a aten\u00e7\u00e3o como centro de refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo. A prova? Lisboa ter sido escolhida para sediar at\u00e9 2028 o Web Summit, um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.\r\n\r\nPara a terceira edi\u00e7\u00e3o na cidade, a de 2018, entre os 250 palestrantes j\u00e1 confirmados, est\u00e3o representantes da velha e da nova economia. De executivos de gigantes como Nestl\u00e9, Samsung, J.P. Morgan Chase, Google, Microsoft, eBay, Twitter, Booking.com e Tinder a porta-vozes da Comiss\u00e3o e do Parlamento europeus e do Vaticano. Resumindo, quem se importa com o futuro dos neg\u00f3cios tem encontro marcado em Lisboa, em novembro.\r\n\r\n A PODEROSA DO PORTO\u2002SUSANA SARGENTO \u00c9 UMA DAS FUNDADORAS DA VENIAM, CONSIDERADA UMA DAS STARTUPS MAIS INOVADORAS DO MUNDO. A EMPRESA TRANSFORMOU OS VE\u00cdCULOS DA CIDADE PORTUGUESA EM EMISSORES E DIFUSORES DE SINAIS DE INTERNET (FOTO: PAULO DUARTE)[\/caption]\r\n\r\nO Web Summit nasceu em Dublin, na Irlanda, em 2010, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de pouco mais de 400 pessoas. Seis anos depois, o evento foi para Lisboa e, desde ent\u00e3o, s\u00f3 fez crescer. \u201cEst\u00e1vamos fascinados pelo potencial e pela efervesc\u00eancia do ecossistema tecnol\u00f3gico de Portugal\u201d, diz o irland\u00eas Peter Gilmer, 37 anos, diretor executivo do Web Summit. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em solo portugu\u00eas, a confer\u00eancia reuniu 53 mil interessados.\r\n\r\nPara este ano, s\u00e3o esperados 70 mil. Para se ter uma ideia, em 2017, as palestras transmitidas pelo Facebook atingiram a marca de 18 milh\u00f5es de pessoas. \u201cEcon\u00f4mica e culturalmente, Portugal vive \u2018O\u2019 momento\u201d, define Gilmer. O ritmo de crescimento do mercado portugu\u00eas de startups \u00e9 duas vezes e meia superior ao da m\u00e9dia europeia, segundo a empresa Startup Europe Partnership. E Lisboa aparece na lista das melhores cidades do mundo para se come\u00e7ar um neg\u00f3cio.\r\n\r\nAl\u00e9m da m\u00e3o de obra qualificada, da economia pujante (crescimento de 2,7%, no ano passado) e do sentimento de autoconfian\u00e7a, Portugal avan\u00e7a como na\u00e7\u00e3o high-tech gra\u00e7as ao, como define Gilmer, \u201cimpressionante\u201d apoio governamental. Foi criado, por exemplo, um fundo de \u20ac 200 milh\u00f5es para estimular o investimento estrangeiro em startups portuguesas.\r\n\r\nA C\u00e2mara de Lisboa e a incubadora Startup Lisboa j\u00e1 deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Hub Criativo do Beato. Instalado em 35 mil m2, em um antigo complexo fabril do ex\u00e9rcito, na zona ribeirinha lisboeta, o centro deve ser um dos maiores espa\u00e7os para o empreendedorismo na Europa. Com o incentivo do governo, a Startup Voucher funciona como uma rede nacional de hubs tecnol\u00f3gicos, cujo objetivo \u00e9 oferecer bolsa de um ano para que 400 empreendedores desenvolvam seus projetos.\r\n\r\n
\u00c9 PRECISO MUDAR A FILOSOFIA
SOB O COMANDO DE CARLOS RIBAS, REPRESENTANTE DA MULTINACIONAL ALEM\u00c3 BOSCH EM PORTUGAL, A EMPRESA DESENVOLVEU UM SISTEMA DE ACIONAMENTO AUTOM\u00c1TICO DE SOCORRO PARA AUTOM\u00d3VEIS E MOTOCICLETAS, EM CASOS DE ACIDENTE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nEm janeiro de 2017, o governo lan\u00e7ou o Ind\u00fastria 4.0, programa com cerca de 60 medidas para valorizar, promover e investir na digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Entre as principais propostas, est\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de cerca de 20 mil trabalhadores, gestores e empreendedores e a transfer\u00eancia de parte dos neg\u00f3cios para as plataformas digitais.\r\n\r\nO objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o enterrar de vez a m\u00e1 fama dos produtos made in Portugal. \u201cO Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 a resposta das empresas a v\u00e1rias crises\u201d, diz Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec, a associa\u00e7\u00e3o empresarial encarregada de estimular, monitorar e cobrar a implementa\u00e7\u00e3o do programa. \u201cA ind\u00fastria se reconfigurou: abandonou os produtos de baixo valor e investiu para ser mais r\u00e1pida do que o concorrente.\u201d Um dos setores que melhor espelham essa mudan\u00e7a \u00e9 a tradicional ind\u00fastria cal\u00e7adista.\r\n\r\nSubmetida \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional e a tantas outras dificuldades internas, quase naufragou de vez, mas emergiu com for\u00e7a, amarrada a tecnologia e design. Proliferaram modelos e marcas valorizadas. O couro foi mais bem aproveitado. O \u201cbanho de juventude\u201d elevou o cal\u00e7ado portugu\u00eas a um patamar at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito: o das prateleiras mais caras da Europa.\r\n\r\nFrente a um ecossistema econ\u00f4mico t\u00e3o din\u00e2mico e em franca expans\u00e3o, \u00e9 natural que Portugal receba o reconhecimento internacional e atraia a aten\u00e7\u00e3o de gigantes, como mostram as not\u00edcias a seguir:\r\n\r\n \t
Infogr\u00e1fico mat\u00e9ria ecossistema inova\u00e7\u00e3o Portugal (Foto: \u00c9poca NEG\u00d3CIOS)[\/caption]\r\n\r\nEnquanto isso, universidades e associa\u00e7\u00f5es empenham-se em mostrar o valor de seus jovens. \u201cAs universidades produzem conhecimento, mas as empresas precisam de solu\u00e7\u00f5es\u201d, define Brito. \u201cNosso desafio \u00e9 transformar esse conhecimento em solu\u00e7\u00e3o.\u201d Processo, segundo ele, que deve estar embasado em tr\u00eas pilares: a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, promo\u00e7\u00e3o de parcerias entre a academia e as grandes companhias e a cria\u00e7\u00e3o de spin-offs. A Bosch, por exemplo, mant\u00e9m uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade do Minho, na cidade de Braga. Desde ent\u00e3o, a parceria j\u00e1 recebeu \u20ac 76 milh\u00f5es em investimentos e mobilizou cerca de 400 engenheiros e pesquisadores.\r\n\r\nDe 1911, a Universidade do Porto \u00e9 celeiro de 25% das inven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas registradas no pa\u00eds. Seu parque de tecnologia abriga 180 empresas, entre as quais gigantes como a Microsoft, Vestas, Alcatel e Vodafone. Considerada uma das startups mais inovadoras do mundo, a Veniam nasceu nos laborat\u00f3rios da Universidade do Porto. Em 2012, os professores Jo\u00e3o Barros e Susana Sargento desenvolveram uma \u201cinternet das coisas m\u00f3veis\u201d, ao transformar os ve\u00edculos em rede emissora e difusora de sinais da internet. A Veniam j\u00e1 possui filial no Vale do Sil\u00edcio, mas os c\u00e9rebros das opera\u00e7\u00f5es continuam em Portugal.\r\n\r\n\u00c0 frente do fen\u00f4meno que transforma o pa\u00eds em refer\u00eancia mundial de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, est\u00e3o jovens como Nuno Oliveira. Depois de ter de ficar em casa quatro meses recuperando-se de um problema de sa\u00fade, \u201ccom tanto tempo para pensar\u201d, ele decidiu se lan\u00e7ar no incipiente mundo da impress\u00e3o 3D. \u201cEra algo muito novo \u2014 uma ideia, n\u00e3o um neg\u00f3cio ainda\u201d, conta Oliveira, formado havia dez anos em engenharia de materiais. Ex-integrante de uma banda eletr\u00f4nica, comunicativo e um tanto irrequieto, ele montou um projeto e se inscreveu para uma vaga no IdealLab, o laborat\u00f3rio de novos neg\u00f3cios da Universidade do Minho. Oliveira foi selecionado para um programa de apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Empres\u00e1rios (ANJE). Ele recebeu \u20ac 18 mil em dinheiro, consultorias e viagens para os Estados Unidos, Alemanha e Israel. Assim nasceu, poucos meses atr\u00e1s, a Xpim, cujo portf\u00f3lio j\u00e1 conta com uma centena de clientes. As m\u00e1quinas montadas pela empresa de Oliveira imprimem objetos t\u00e3o grandes quanto uma m\u00e1quina de lavar.\r\n\r\n
O RETRATO DE UMA GERA\u00c7\u00c3O -\u00a0PARA ADELINO COSTA MATOS, DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O NACIONAL DOS JOVENS EMPRES\u00c1RIOS E CEO DA ASM INDUSTRIES, FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS E\u00d3LICOS, O EMPREENDEDOR TECNOL\u00d3GICO ESPALHA ESPERAN\u00c7A PORQUE SABE QUE A FALHA \u00c9 EXPERI\u00caNCIA ACUMULADA (FOTO: ANJE\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nA efervesc\u00eancia pela qual passa o ecossistema high-tech de Portugal, aos poucos, transforma o pa\u00eds. A quase 400 quil\u00f4metros de Lisboa, a cidade mais antiga do pa\u00eds, fundada em 16 a.C. pelo imperador C\u00e9sar Augusto, Braga hoje \u00e9 um hub tecnol\u00f3gico de proje\u00e7\u00e3o global. Al\u00e9m da Universidade do Minho, h\u00e1 quatro anos l\u00e1 est\u00e1 sediada a Startup Braga. Com 45 empresas incubadas atualmente, j\u00e1 apoiou 115 empresas. Entre elas, a Sword Health, que conseguiu US$ 4,6 milh\u00f5es para investir num programa de fisioterapia remota, e a Ruby Nanomed, startup para o uso da nanotecnologia na detec\u00e7\u00e3o de met\u00e1stases em pacientes com c\u00e2ncer.\r\n\r\nOutro centro de alta tecnologia baseado em Braga \u00e9 o Laborat\u00f3rio Ib\u00e9rico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla em ingl\u00eas). Inaugurado h\u00e1 dez anos, o INL \u00e9 fruto de uma parceria entre Portugal e Espanha e tamb\u00e9m recebe recursos da Comunidade Europeia. Suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o futuristas quanto as inven\u00e7\u00f5es que saem de seus laborat\u00f3rios. De diversas nacionalidades, os cientistas do INL dedicam-se a investigar a aplica\u00e7\u00e3o da nanotecnologia \u00e0 sa\u00fade, \u00e0s coisas e aos alimentos. \u201cA nova gera\u00e7\u00e3o quer ser parte e n\u00e3o escrava de algo\u201d, diz o sueco Lars Montelius, diretor-geral do INL. \u201cPortugal est\u00e1 tornando poss\u00edvel inventar e fazer aqui mesmo.\u201d\r\n\r\n
MUDAN\u00c7A DE CEN\u00c1RIO
\u2002O LABORAT\u00d3RIO IB\u00c9RICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA \u00c9 UMA DAS INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE EST\u00c3O AJUDANDO A TRANSFORMAR BRAGA, CIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL, EM HUB TECNOL\u00d3GICO DE PROJE\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL (FOTO: DANIEL MARTINS)[\/caption]\r\n\r\nO empreendedorismo portugu\u00eas tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas. Em especial, na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, em 1974, livrou o pa\u00eds de quatro d\u00e9cadas sob o regime salazarista. Portugal testemunhou o surgimento de uma onda de empreendedores, respons\u00e1veis pela base de boa parte da ind\u00fastria atual. Entre eles estava o pai de Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e CEO da ASM Industries, fabricante de equipamentos e\u00f3licos. Depois dessa primeira leva de investimentos, muitos se afastaram da ind\u00fastria, conta Matos.\r\n\r\nAlguns deixaram o pa\u00eds. Conforme um estudo da Universidade de Coimbra, um quinto da m\u00e3o de obra qualificada portuguesa imigrou com a crise. \u201cA partir de 2010, a gera\u00e7\u00e3o millennial assume o posto, com outro perfil, mais propenso ao risco\u201d, diz Matos, que, junto com os irm\u00e3os, d\u00e1 continuidade e expande o neg\u00f3cio inaugurado pelo pai. \u201cAntigamente, as falhas eram mais punidas, o investimento era muito pesado. O empreendedor tecnol\u00f3gico espalha esperan\u00e7a porque sabe que a falha \u00e9 experi\u00eancia acumulada.\u201d\r\n\r\n EX-M\u00daSICO
O ENGENHEIRO NUNO OLIVEIRA CRIOU A XPIM, DE IMPRESS\u00d5ES EM 3D, E EM POUCOS MESES J\u00c1 TEM UMA CENTENA DE CLIENTES (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)[\/caption]\r\n\r\nAinda que o futuro se anuncie promissor e que o entusiasmo contagie a todos, h\u00e1 obst\u00e1culos a vencer. Migrar o setor produtivo para plataformas digitais, como prop\u00f5e o programa Ind\u00fastria 4.0, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Requalificar 20 mil trabalhadores, tamb\u00e9m n\u00e3o. A burocracia ainda persiste e a preval\u00eancia de empresas pequenas tamb\u00e9m atravanca o processo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o ritmo de assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e a capacidade de renovar a for\u00e7a de trabalho\u201d, diz Jorge Portugal, da Contec.\r\n\r\nApesar do ambiente prol\u00edfico em inova\u00e7\u00e3o, algumas das mais promissoras startups s\u00e3o compradas logo depois de fundadas, alertam Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership (SEP), e Pedro Falc\u00e3o, s\u00f3cio da LC Ventures, fundo de investimento em tecnologia. Nada menos do que 94% das startups portuguesas adquiridas por multinacionais t\u00eam menos de cinco anos de exist\u00eancia. Esse fen\u00f4meno parece corroborar o sucesso das iniciativas portuguesas, mas a pesquisa, assinada por Onetti e Falc\u00e3o, adverte: \u201cA colheita muito precoce no ambiente das startups pode impedir que jovens empresas flores\u00e7am e cres\u00e7am por conta pr\u00f3pria\u201d. O desafio mais simb\u00f3lico, por\u00e9m, \u00e9 o de Portugal se manter como pa\u00eds da inova\u00e7\u00e3o e garantir a realiza\u00e7\u00e3o do Web Summit em Lisboa em 2019. A cidade-sede do evento ainda n\u00e3o foi escolhida, e candidatos n\u00e3o faltam.\r\n\r\n<\/a>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o portugu\u00eas do Brasil e Portugal?<\/a><\/strong>\r\n\r\nVIDA PT:\u00a0Regras para votar, justificar ou transferir seu t\u00edtulo para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>","post_title":"Portugal agora \u00e9 refer\u00eancia internacional em inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"portugal-agora-e-referencia-internacional-em-inovacao-e-empreendedorismo","to_ping":"","pinged":"\nhttps:\/\/canalportugal.pt\/quais-sao-as-diferencas-entre-o-portugues-do-brasil-e-portugal\/","post_modified":"2019-04-23 14:27:48","post_modified_gmt":"2019-04-23 14:27:48","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=10494","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":false,"total_page":1},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};