Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n
Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n
Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Muito antes do coronav\u00edrus abater a Europa no in\u00edcio do ano, Portugal vinha se queixando de que a prolifera\u00e7\u00e3o de loca\u00e7\u00f5es de curto prazo de im\u00f3veis para turistas vinha provocando um aumento dos alugu\u00e9is. Para locais como Lisboa ou Porto, plataformas como o Airbnb come\u00e7aram a afetar os habitantes locais e destruir o car\u00e1ter de bairros hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Muito antes do coronav\u00edrus abater a Europa no in\u00edcio do ano, Portugal vinha se queixando de que a prolifera\u00e7\u00e3o de loca\u00e7\u00f5es de curto prazo de im\u00f3veis para turistas vinha provocando um aumento dos alugu\u00e9is. Para locais como Lisboa ou Porto, plataformas como o Airbnb come\u00e7aram a afetar os habitantes locais e destruir o car\u00e1ter de bairros hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Portugal j\u00e1 ultrapassa os 100 mil casos de covid-19<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Muito antes do coronav\u00edrus abater a Europa no in\u00edcio do ano, Portugal vinha se queixando de que a prolifera\u00e7\u00e3o de loca\u00e7\u00f5es de curto prazo de im\u00f3veis para turistas vinha provocando um aumento dos alugu\u00e9is. Para locais como Lisboa ou Porto, plataformas como o Airbnb come\u00e7aram a afetar os habitantes locais e destruir o car\u00e1ter de bairros hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Aprovada a Lei de Nacionalidade !!! Saiba mais.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Portugal j\u00e1 ultrapassa os 100 mil casos de covid-19<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Muito antes do coronav\u00edrus abater a Europa no in\u00edcio do ano, Portugal vinha se queixando de que a prolifera\u00e7\u00e3o de loca\u00e7\u00f5es de curto prazo de im\u00f3veis para turistas vinha provocando um aumento dos alugu\u00e9is. Para locais como Lisboa ou Porto, plataformas como o Airbnb come\u00e7aram a afetar os habitantes locais e destruir o car\u00e1ter de bairros hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Brasileiros j\u00e1 podem viajar para Portugal?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Aprovada a Lei de Nacionalidade !!! Saiba mais.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Portugal j\u00e1 ultrapassa os 100 mil casos de covid-19<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Muito antes do coronav\u00edrus abater a Europa no in\u00edcio do ano, Portugal vinha se queixando de que a prolifera\u00e7\u00e3o de loca\u00e7\u00f5es de curto prazo de im\u00f3veis para turistas vinha provocando um aumento dos alugu\u00e9is. Para locais como Lisboa ou Porto, plataformas como o Airbnb come\u00e7aram a afetar os habitantes locais e destruir o car\u00e1ter de bairros hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Brasileiros j\u00e1 podem viajar para Portugal?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Aprovada a Lei de Nacionalidade !!! Saiba mais.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Portugal j\u00e1 ultrapassa os 100 mil casos de covid-19<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Muito antes do coronav\u00edrus abater a Europa no in\u00edcio do ano, Portugal vinha se queixando de que a prolifera\u00e7\u00e3o de loca\u00e7\u00f5es de curto prazo de im\u00f3veis para turistas vinha provocando um aumento dos alugu\u00e9is. Para locais como Lisboa ou Porto, plataformas como o Airbnb come\u00e7aram a afetar os habitantes locais e destruir o car\u00e1ter de bairros hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Brasileiros j\u00e1 podem viajar para Portugal?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Aprovada a Lei de Nacionalidade !!! Saiba mais.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Portugal j\u00e1 ultrapassa os 100 mil casos de covid-19<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Muito antes do coronav\u00edrus abater a Europa no in\u00edcio do ano, Portugal vinha se queixando de que a prolifera\u00e7\u00e3o de loca\u00e7\u00f5es de curto prazo de im\u00f3veis para turistas vinha provocando um aumento dos alugu\u00e9is. Para locais como Lisboa ou Porto, plataformas como o Airbnb come\u00e7aram a afetar os habitantes locais e destruir o car\u00e1ter de bairros hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n","post_title":"Baixo custo de vida nas cidades pequenas em Portugal atrai brasileiros","post_excerpt":"","post_status":"publish","comment_status":"closed","ping_status":"open","post_password":"","post_name":"baixo-custo-de-vida-em-cidades-pequenas-em-portugal-atrai-brasileiros","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2023-05-15 18:03:14","post_modified_gmt":"2023-05-15 18:03:14","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/canalportugal.pt\/?p=13873","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"1","filter":"raw"},{"ID":13122,"post_author":"1","post_date":"2020-11-09 13:31:29","post_date_gmt":"2020-11-09 13:31:29","post_content":"\n LEIA TAMB\u00c9M: Brasileiros j\u00e1 podem viajar para Portugal?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Aprovada a Lei de Nacionalidade !!! Saiba mais.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Portugal j\u00e1 ultrapassa os 100 mil casos de covid-19<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Muito antes do coronav\u00edrus abater a Europa no in\u00edcio do ano, Portugal vinha se queixando de que a prolifera\u00e7\u00e3o de loca\u00e7\u00f5es de curto prazo de im\u00f3veis para turistas vinha provocando um aumento dos alugu\u00e9is. Para locais como Lisboa ou Porto, plataformas como o Airbnb come\u00e7aram a afetar os habitantes locais e destruir o car\u00e1ter de bairros hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n Agora, como a pandemia reduziu o fluxo de visitantes, muitas cidades est\u00e3o aproveitando a oportunidade para trazer de volta esses im\u00f3veis vazios para o mercado de alugu\u00e9is de longo prazo. Tanto em Lisboa como no Porto, as prefeituras se tornaram elas pr\u00f3prias, locat\u00e1rias de apartamentos vazios e sublocando-os como habita\u00e7\u00e3o subsidiada.<\/p>\n\n\n\n Autoridades municipais de outras cidades europeias v\u00eam aprovando ou analisando novas leis de planejamento urbano para conter o aumento explosivo dos alugu\u00e9is de im\u00f3veis destinados em grande parte para turistas. Em Barcelona, o departamento de habita\u00e7\u00e3o amea\u00e7a se apossar de propriedades vazias e fazer a mesma coisa. Amsterd\u00e3 proibiu a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para f\u00e9rias no centro \u201cvelho\u201d da cidade. Em Berlim, uma autoridade local alertou que ser\u00e3o adotadas medidas severas contra plataformas que operam com loca\u00e7\u00f5es de curto prazo \u201ctentando burlar os regulamentos e descumprir a lei\u201d. J\u00e1 Paris planeja um referendo sobre plataformas do tipo de Airbnb.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 anos a loca\u00e7\u00e3o de propriedades para estadias curtas tem provocado uma redu\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de aluguel para os habitantes locais em v\u00e1rias cidades europeias. Lisboa tem mais de 22 mil im\u00f3veis listados no Airbnb, segundo o site Inside Airbnb, que monitora essas opera\u00e7\u00f5es em todo o globo. <\/p>\n\n\n\n Quando h\u00e1 muitos turistas, alugar uma propriedade por um per\u00edodo curto \u00e9 mais lucrativo para um propriet\u00e1rio do que ter um inquilino de longo prazo. Segundo as prefeituras, \u00e9 uma pr\u00e1tica tem distorcido os mercados de habita\u00e7\u00e3o em cidades onde a oferta j\u00e1 \u00e9 reduzida. As cidades acusam as plataformas online de contornarem as leis que existem para proteger os mercados locais.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00e3o podemos tolerar que acomoda\u00e7\u00f5es que seriam alugadas a parisienses sejam agora locadas o ano inteiro para turistas\u201d, disse o vice-prefeito de Paris, Ian Brossat, em uma entrevista por telefone, acrescentando que espera reduzir o n\u00famero de dias por ano, hoje estipulado em 120, que um im\u00f3vel pode ser alugado por meio de plataformas como Airbnb. Ele acusou a empresa de violar at\u00e9 essa regra. \u201cA Airbnb finge respeitar a lei, mas n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, afirmou o vice-prefeito, que escreveu um livro criticando o Airbnb e seu impacto sobre as cidades.<\/p>\n\n\n\n Por outro lado, os dirigentes da plataforma negam qualquer infra\u00e7\u00e3o cometida em Paris ou outras cidades. \u201cEles baixam as regras e n\u00f3s as seguimos\u201d, disse Patrick Robinson, diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas da Airbnb para Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. \u201cOnde houver uma discuss\u00e3o vigorosa sobre os regulamentos certos, participamos do debate e o fim cabe aos pol\u00edticos locais decidirem\u201d.<\/p>\n\n\n\n Segundo ele, a companhia forneceu detalhes de registros e outros dados para as autoridades em centros tur\u00edsticos importantes como Lisboa, Paris e Barcelona para auxiliar os administradores locais a aplicarem as leis. \u201cAcreditamos que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 um melhor acesso aos dados\u201d, disse ele. Em setembro, a companhia lan\u00e7ou o City Portal, para permitir que os governos tenham acesso a dados que ajudam a identificar as listagens que n\u00e3o atendem aos regulamentos locais, como contratos firmados e n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n A iniciativa mais ambiciosa \u00e9 a de Lisboa, que come\u00e7ou a assinar contratos de aluguel de cinco anos de apartamentos locados para per\u00edodos curtos e que hoje est\u00e3o vazios. Essas propriedades s\u00e3o ent\u00e3o sublocadas por um valor de aluguel menor para pessoas com direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o subsidiada. A prefeitura local separou quatro milh\u00f5es de euros, cerca de US$ 4,7 milh\u00f5es, para esse subs\u00eddio no primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n \u201cEntramos na pandemia com uma enorme press\u00e3o sobre nosso mercado de habita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos nos permitir sair da pandemia com os mesmos problemas\u201d, afirmou o prefeito de Lisboa, Fernando Medina. \u201cEste programa n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o em termos de aumentamos a oferta de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n O programa tem por fim atrair mil propriet\u00e1rios de apartamentos este ano, e at\u00e9 agora 200 manifestaram interesse. Medina disse estar confiante de que o plano atingir\u00e1 sua meta, uma vez que uma recupera\u00e7\u00e3o do turismo em breve \u00e9 cada vez mais improv\u00e1vel enquanto a pandemia se prolongar.<\/p>\n\n\n\n O plano foi bem recebido por algumas associa\u00e7\u00f5es de bairros que criticavam os pol\u00edticos locais por permitirem que a cidade se tornasse um playground para turistas e investidores ricos. Muitos deles foram atra\u00eddos para Portugal diante das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e isen\u00e7\u00f5es fiscais oferecidos a estrangeiros ap\u00f3s crise financeira de 2007-2008.<\/p>\n\n\n\n \u201cO coronav\u00edrus contribuiu para expor os aspectos negativos da recupera\u00e7\u00e3o da crise financeira em Portugal, estimulada pelo mercado imobili\u00e1rio e pelo turismo e n\u00e3o com um foco nas necessidades b\u00e1sicas das pessoas vivendo aqui\u201d, disse Lu\u00eds Mendes, ge\u00f3grafo urbano e membro de uma plataforma cidad\u00e3 chamada Habitar Lisboa.<\/p>\n\n\n\n Segundo Mendes, as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo lockdown para frear o novo coronav\u00edrus deixaram claros os desequil\u00edbrios que existem no campo da habita\u00e7\u00e3o em Lisboa. \u201cComo pode ter uma quarentena se voc\u00ea n\u00e3o tem uma casa decente? Hoje temos uma prefeitura lan\u00e7ando um programa interessante e que est\u00e1 pelo menos consciente de que ter um teto \u00e9 um direito humano fundamental\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n Em setembro, a Corte Europeia de Justi\u00e7a apoiou as cidades que tentavam reprimir as loca\u00e7\u00f5es de curto prazo, ao respaldar decis\u00e3o de um tribunal da Fran\u00e7a contra dois propriet\u00e1rios de im\u00f3veis que alugaram ilegalmente suas segundas casas pelo Airbnb. O tribunal franc\u00eas emitiu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Airbnb no ano passado, declarando que era uma plataforma online e n\u00e3o uma empresa do setor imobili\u00e1rio, caso em que se exigiria que ela cumprisse as leis habitacionais. A Comiss\u00e3o Europeia vem adotando novas medidas para regulamentar a plataforma e outras existentes por meio de uma nova Lei de Servi\u00e7os Digitais, com a finalidade de modernizar o sistema legal desses servi\u00e7os em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n Quanto mais tempo a pandemia impedir as viagens, mais prov\u00e1vel que iniciativas com a de Lisboa ganhem for\u00e7a, opinam especialistas e autoridades locais. Nesse intervalo, a Airbnb se v\u00ea obrigada a adotar outras medidas. Adiou seus planos de realizar um registro na Bolsa, cortou US$ 800 milh\u00f5es em despesas de marketing, demitiu 1,9 mil funcion\u00e1rios e levantou US$ 1 bilh\u00e3o de financiamento de emerg\u00eancia. E tamb\u00e9m teve de despender US$ 250 milh\u00f5es para pagar propriet\u00e1rios impactados pelos cancelamentos ocorridos entre mar\u00e7o e maio.<\/p>\n\n\n\n Em 2021, o n\u00famero de brasileiros em Portugal atingiu o recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica, com a marca de 209.072 pessoas residindo legalmente no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n Empresas de realoca\u00e7\u00e3o e assessorias de imigra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m identificaram o movimento e come\u00e7aram a expandir seus portf\u00f3lios, incluindo muitas ofertas fora das op\u00e7\u00f5es tradicionais concentradas em Lisboa e no Porto.<\/p>\n\n\n\n Em 2021, o n\u00famero de brasileiros em Portugal atingiu o recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica, com a marca de 209.072 pessoas residindo legalmente no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\nCidades est\u00e3o subsidiando alugu\u00e9is para impedir avan\u00e7o<\/strong><\/h5>\n\n\n\n
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Cidades est\u00e3o subsidiando alugu\u00e9is para impedir avan\u00e7o<\/strong><\/h5>\n\n\n\n
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Com im\u00f3veis para loca\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias vazios, as cidades do Velho Continente veem uma chance de recuper\u00e1-los para habita\u00e7\u00e3o permanente \u2013 e abaixar o pre\u00e7o dos alugu\u00e9is.<\/strong><\/h4>\n\n\n\n
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Cidades est\u00e3o subsidiando alugu\u00e9is para impedir avan\u00e7o<\/strong><\/h5>\n\n\n\n
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Com im\u00f3veis para loca\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias vazios, as cidades do Velho Continente veem uma chance de recuper\u00e1-los para habita\u00e7\u00e3o permanente \u2013 e abaixar o pre\u00e7o dos alugu\u00e9is.<\/strong><\/h4>\n\n\n\n
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Com im\u00f3veis para loca\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias vazios, as cidades do Velho Continente veem uma chance de recuper\u00e1-los para habita\u00e7\u00e3o permanente \u2013 e abaixar o pre\u00e7o dos alugu\u00e9is.<\/strong><\/h4>\n\n\n\n
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