Casal fatura 100 mil euros por mês vendendo colchões em Portugal

Leon Netto e sua esposa, Rachel, são os fundadores da Casa do Sono, que tem cinco unidades no país.

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Leon Netto e a mulher Rachel, fundadores da Casa do Sono: custo da primeira loja ficou abaixo do praticado no Brasil (Foto: Daryan Dornelles)

O carioca Leon Netto, 30, deixou uma vida de empreendedorismo no Brasil para fincar bandeira em Lisboa, capital de Portugal.

Em outubro de 2017, com a esposa Rachel, fundou uma loja de colchões — ele conhecia bem o assunto, já que trabalhava com isso no Brasil. “A obra que fiz para inaugurar minha primeira loja custou 10 mil euros (R$ 45 mil); no Brasil, o valor teria passado de R$ 100 mil”, conta. Sua rede, a Casa do Sono, já tem cinco lojas na grande Lisboa. “Aqui o dinheiro tem valor”, defende. “Mas as vendas também são menores.”

Graças a um programa chamado “Empresa na hora”, do governo português, os negócios destacados nesta reportagem foram formalizados não em dias, mas em poucas horas. “Você abre a empresa em uma manhã, gastando por volta de 300 euros (R$ 1350)”, conta Leon, da Casa do Sono. “Quando perguntei quais seriam os alvarás dos quais eu precisaria, me disseram: ‘nada, arrume o ponto e pode abri-lo’.”

Nem tudo foi apenas alegria e facilidade na empreitada de Leon em terras lusitanas. Até encontrar um espaço de 70 m², por 1,2 mil euros mensais (R$ 5400), ele foi recusado por diversos locatários de imóveis — “certas coisas são mais difíceis para nós…”.

O empreendedor fechou negócio sem nem colocar os pés na propriedade. “No dia da visita, o proprietário esqueceu as chaves. Mas eu gostei da região — e, na verdade, estava tão difícil encontrar alguém que me aceitasse que topei mesmo sem abrirmos a porta”, lembra Leon.

Hoje, a rede Casa do Sono tem vendas mensais próximas a 100 mil euros (R$ 450 mil) e deve fechar o ano com sete lojas, incluindo uma “megastore” de 400 m².

“Os brasileiros sabem se virar, e isso é um diferencial importante”, diz. “Como estrangeiro, é preciso provar em dobro que se é honesto e competente. Mas, uma vez que os portugueses percebem essas qualidades, eles se tornam parceiros de negócios muito leais.”

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