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\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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Um al\u00edvio para esses comerciantes, que estavam desde o dia 19 de mar\u00e7o com as portas fechadas e agora podem come\u00e7ar a recuperar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n

Um al\u00edvio para esses comerciantes, que estavam desde o dia 19 de mar\u00e7o com as portas fechadas e agora podem come\u00e7ar a recuperar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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Os cidad\u00e3os podem circular normalmente pelas ruas, desde que respeitem o \"dever de recolhimento domicili\u00e1rio\" e n\u00e3o fa\u00e7am reuni\u00f5es ou aglomera\u00e7\u00f5es com mais de 10 pessoas. J\u00e1 os doentes de covid-19 e pessoas monitoradas s\u00e3o obrigados a permanecer em confinamento.<\/p>\n\n\n\n

Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n

Um al\u00edvio para esses comerciantes, que estavam desde o dia 19 de mar\u00e7o com as portas fechadas e agora podem come\u00e7ar a recuperar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Um plano de suspens\u00e3o de medidas restritivas est\u00e1 em vigor. Ao mesmo tempo em que permite maior liberdade, imp\u00f5e regras para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. As m\u00e1scaras, por exemplo, tornaram-se obrigat\u00f3rias nos transportes p\u00fablicos e ambientes fechados. Se n\u00e3o forem usadas em metr\u00f4s e \u00f4nibus, por exemplo, a multa \u00e9 de at\u00e9 350 euros (R$ 2,2 mil).<\/p>\n\n\n\n

Os cidad\u00e3os podem circular normalmente pelas ruas, desde que respeitem o \"dever de recolhimento domicili\u00e1rio\" e n\u00e3o fa\u00e7am reuni\u00f5es ou aglomera\u00e7\u00f5es com mais de 10 pessoas. J\u00e1 os doentes de covid-19 e pessoas monitoradas s\u00e3o obrigados a permanecer em confinamento.<\/p>\n\n\n\n

Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n

Um al\u00edvio para esses comerciantes, que estavam desde o dia 19 de mar\u00e7o com as portas fechadas e agora podem come\u00e7ar a recuperar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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Por isso, o pa\u00eds aposta novamente na cautela. O Estado de Emerg\u00eancia n\u00e3o vigora desde o dia 2 de maio, mas deu lugar ao Estado de Calamidade, para que o governo possa \"puxar o freio\", caso a situa\u00e7\u00e3o volte a piorar. No mais recente levantamento divulgado pelo minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o pa\u00eds registrou um total de 1.163 mortes e 27.913 casos de covid-19. O aumento di\u00e1rio no n\u00famero de casos mant\u00e9m-se a valores baixos. Entre segunda (11) e ter\u00e7a-feira (12) foi de 0,8%.<\/p>\n\n\n\n

Um plano de suspens\u00e3o de medidas restritivas est\u00e1 em vigor. Ao mesmo tempo em que permite maior liberdade, imp\u00f5e regras para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. As m\u00e1scaras, por exemplo, tornaram-se obrigat\u00f3rias nos transportes p\u00fablicos e ambientes fechados. Se n\u00e3o forem usadas em metr\u00f4s e \u00f4nibus, por exemplo, a multa \u00e9 de at\u00e9 350 euros (R$ 2,2 mil).<\/p>\n\n\n\n

Os cidad\u00e3os podem circular normalmente pelas ruas, desde que respeitem o \"dever de recolhimento domicili\u00e1rio\" e n\u00e3o fa\u00e7am reuni\u00f5es ou aglomera\u00e7\u00f5es com mais de 10 pessoas. J\u00e1 os doentes de covid-19 e pessoas monitoradas s\u00e3o obrigados a permanecer em confinamento.<\/p>\n\n\n\n

Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n

Um al\u00edvio para esses comerciantes, que estavam desde o dia 19 de mar\u00e7o com as portas fechadas e agora podem come\u00e7ar a recuperar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

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Portugal, pa\u00eds que se destacou pela disciplina na quarentena, agora ter\u00e1 de lidar com o processo de \"desconfinamento\". O desafio \u00e9 reativar a economia e a rotina dos portugueses sem provocar uma nova onda de transmiss\u00e3o do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

Por isso, o pa\u00eds aposta novamente na cautela. O Estado de Emerg\u00eancia n\u00e3o vigora desde o dia 2 de maio, mas deu lugar ao Estado de Calamidade, para que o governo possa \"puxar o freio\", caso a situa\u00e7\u00e3o volte a piorar. No mais recente levantamento divulgado pelo minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o pa\u00eds registrou um total de 1.163 mortes e 27.913 casos de covid-19. O aumento di\u00e1rio no n\u00famero de casos mant\u00e9m-se a valores baixos. Entre segunda (11) e ter\u00e7a-feira (12) foi de 0,8%.<\/p>\n\n\n\n

Um plano de suspens\u00e3o de medidas restritivas est\u00e1 em vigor. Ao mesmo tempo em que permite maior liberdade, imp\u00f5e regras para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. As m\u00e1scaras, por exemplo, tornaram-se obrigat\u00f3rias nos transportes p\u00fablicos e ambientes fechados. Se n\u00e3o forem usadas em metr\u00f4s e \u00f4nibus, por exemplo, a multa \u00e9 de at\u00e9 350 euros (R$ 2,2 mil).<\/p>\n\n\n\n

Os cidad\u00e3os podem circular normalmente pelas ruas, desde que respeitem o \"dever de recolhimento domicili\u00e1rio\" e n\u00e3o fa\u00e7am reuni\u00f5es ou aglomera\u00e7\u00f5es com mais de 10 pessoas. J\u00e1 os doentes de covid-19 e pessoas monitoradas s\u00e3o obrigados a permanecer em confinamento.<\/p>\n\n\n\n

Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n

Um al\u00edvio para esses comerciantes, que estavam desde o dia 19 de mar\u00e7o com as portas fechadas e agora podem come\u00e7ar a recuperar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Na primeira fase do plano, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local em Portugal: lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto:CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Portugal, pa\u00eds que se destacou pela disciplina na quarentena, agora ter\u00e1 de lidar com o processo de \"desconfinamento\". O desafio \u00e9 reativar a economia e a rotina dos portugueses sem provocar uma nova onda de transmiss\u00e3o do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

Por isso, o pa\u00eds aposta novamente na cautela. O Estado de Emerg\u00eancia n\u00e3o vigora desde o dia 2 de maio, mas deu lugar ao Estado de Calamidade, para que o governo possa \"puxar o freio\", caso a situa\u00e7\u00e3o volte a piorar. No mais recente levantamento divulgado pelo minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o pa\u00eds registrou um total de 1.163 mortes e 27.913 casos de covid-19. O aumento di\u00e1rio no n\u00famero de casos mant\u00e9m-se a valores baixos. Entre segunda (11) e ter\u00e7a-feira (12) foi de 0,8%.<\/p>\n\n\n\n

Um plano de suspens\u00e3o de medidas restritivas est\u00e1 em vigor. Ao mesmo tempo em que permite maior liberdade, imp\u00f5e regras para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. As m\u00e1scaras, por exemplo, tornaram-se obrigat\u00f3rias nos transportes p\u00fablicos e ambientes fechados. Se n\u00e3o forem usadas em metr\u00f4s e \u00f4nibus, por exemplo, a multa \u00e9 de at\u00e9 350 euros (R$ 2,2 mil).<\/p>\n\n\n\n

Os cidad\u00e3os podem circular normalmente pelas ruas, desde que respeitem o \"dever de recolhimento domicili\u00e1rio\" e n\u00e3o fa\u00e7am reuni\u00f5es ou aglomera\u00e7\u00f5es com mais de 10 pessoas. J\u00e1 os doentes de covid-19 e pessoas monitoradas s\u00e3o obrigados a permanecer em confinamento.<\/p>\n\n\n\n

Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n

Um al\u00edvio para esses comerciantes, que estavam desde o dia 19 de mar\u00e7o com as portas fechadas e agora podem come\u00e7ar a recuperar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

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Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

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BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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No mais recente levantamento divulgado pelo minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o pa\u00eds registrou um total de 1.190 v\u00edtimas mortais e 28.583 casos de covid-19.<\/h4>\n\n\n\n
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Na primeira fase do plano, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local em Portugal: lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto:CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Portugal, pa\u00eds que se destacou pela disciplina na quarentena, agora ter\u00e1 de lidar com o processo de \"desconfinamento\". O desafio \u00e9 reativar a economia e a rotina dos portugueses sem provocar uma nova onda de transmiss\u00e3o do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

Por isso, o pa\u00eds aposta novamente na cautela. O Estado de Emerg\u00eancia n\u00e3o vigora desde o dia 2 de maio, mas deu lugar ao Estado de Calamidade, para que o governo possa \"puxar o freio\", caso a situa\u00e7\u00e3o volte a piorar. No mais recente levantamento divulgado pelo minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o pa\u00eds registrou um total de 1.163 mortes e 27.913 casos de covid-19. O aumento di\u00e1rio no n\u00famero de casos mant\u00e9m-se a valores baixos. Entre segunda (11) e ter\u00e7a-feira (12) foi de 0,8%.<\/p>\n\n\n\n

Um plano de suspens\u00e3o de medidas restritivas est\u00e1 em vigor. Ao mesmo tempo em que permite maior liberdade, imp\u00f5e regras para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. As m\u00e1scaras, por exemplo, tornaram-se obrigat\u00f3rias nos transportes p\u00fablicos e ambientes fechados. Se n\u00e3o forem usadas em metr\u00f4s e \u00f4nibus, por exemplo, a multa \u00e9 de at\u00e9 350 euros (R$ 2,2 mil).<\/p>\n\n\n\n

Os cidad\u00e3os podem circular normalmente pelas ruas, desde que respeitem o \"dever de recolhimento domicili\u00e1rio\" e n\u00e3o fa\u00e7am reuni\u00f5es ou aglomera\u00e7\u00f5es com mais de 10 pessoas. J\u00e1 os doentes de covid-19 e pessoas monitoradas s\u00e3o obrigados a permanecer em confinamento.<\/p>\n\n\n\n

Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n

Um al\u00edvio para esses comerciantes, que estavam desde o dia 19 de mar\u00e7o com as portas fechadas e agora podem come\u00e7ar a recuperar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 o caso de Mahmud Muhammad, s\u00f3cio propriet\u00e1rio de uma rede de barbearias no norte do pa\u00eds. A paralisa\u00e7\u00e3o total da empresa provocou \"um preju\u00edzo imensur\u00e1vel e irrepar\u00e1vel\", nas palavras do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Junto com o al\u00edvio da reabertura, veio tamb\u00e9m um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es. Os profissionais devem trabalhar equipados com luvas, m\u00e1scaras e, dependendo do procedimento, viseiras. Os servi\u00e7os s\u00f3 podem ser realizados mediante agendamento e os clientes que esperam pela vez n\u00e3o podem ficar dentro das lojas. Tamb\u00e9m devem ser disponibilizados \u00e1lcool gel e m\u00e1scaras aos fregueses.<\/p>\n\n\n\n

Com a equipe toda equipada para o trabalho, Muhammad se mostra dividido entre a esperan\u00e7a destes novos dias e a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as, j\u00e1 que o movimento nas barbearias \u00e9 40% menor do que antes da pandemia. \"Eu tenho muita f\u00e9, sei que isso vai passar, mas no \u00e2mbito comercial, estou muito preocupado pelo cen\u00e1rio\", diz o empres\u00e1rio que \u00e9 nascido na Jord\u00e2nia, mas naturalizado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

Este misto de otimismo com preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente nas palavras de Mafalda Neves, que trabalha como vendedora em uma loja de cal\u00e7ados na Rua Santa Catarina, uma das mais importantes para o com\u00e9rcio da Cidade do Porto. Mafalda admite que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se acostumar com as novas regras, principalmente quando h\u00e1 clientes que insistem em desrespeit\u00e1-las. \"H\u00e1 clientes que n\u00e3o entendem. Muitos n\u00e3o querem usar m\u00e1scara, por isso tem que explicar que \u00e9 obrigat\u00f3rio e pronto\", diz a vendedora.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
Na primeira fase do plano, compreendida entre 4 e 17 de maio, est\u00e1 autorizada a abertura do com\u00e9rcio local. S\u00e3o lojas com at\u00e9 200 metros quadrados, livrarias, barbearias, cabeleireiros e outros estabelecimentos de pequeno porte (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A volta ao trabalho foi fundamental para Mafalda sair do aperto. A loja chegou a receber benef\u00edcios do Governo para conseguir manter os empregos. Por isso, durante a quarentena ela teve que se virar com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 635 euros (R$ 4 mil). Um ordenado menor do que costuma ganhar e que ainda tem 11% de desconto para a seguran\u00e7a social. \"Para pagar escola, rendas (aluguel), \u00e1gua, luz e se alimentar, n\u00e3o d\u00e1. Gra\u00e7as ao meu patr\u00e3o agora pudemos abrir as lojas e receber mais um bocadinho\", explica Mafalda que tem uma filha de sete anos.<\/p>\n\n\n\n

Antes da entrevista para esta reportagem, Mafalda acabara de transmitir sua insatisfa\u00e7\u00e3o com o benef\u00edcio do governo, diretamente ao primeiro-ministro Ant\u00f4nio Costa. Isso porque a loja em que ela trabalha foi um dos estabelecimentos visitados pelo chefe de Estado, na \u00faltima sexta-feira (08).<\/p>\n\n\n\n

Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Andou de metr\u00f4, percorreu as ruas, conversou com comerciantes e pessoas que o abordavam pelo caminho. \"Podem viajar em seguran\u00e7a nos transportes p\u00fablicos e podem ir com seguran\u00e7a ao com\u00e9rcio local. \u00c9 importante que todos vamos vencendo o receio leg\u00edtimo que temos relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\", disse durante entrevista coletiva.<\/p>\n\n\n\n

Ao final da coletiva, o primeiro-ministro reiterou que n\u00e3o haver\u00e1 medidas de austeridade para contornar a crise econ\u00f4mica gerada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n

\"Seguramente o que esta crise precisa n\u00e3o \u00e9 de austeridade\u2026 O desafio que n\u00f3s temos \u00e9 dar confian\u00e7a \u00e0s pessoas\", declarou Costa.<\/p>\n\n\n\n

De acordo com a Comiss\u00e3o Europeia, a queda no PIB de Portugal neste ano deve ser de 6,8%. J\u00e1 a taxa de desemprego deve saltar dos 6,5% em 2019 para 9,7% em 2020. Previs\u00f5es que s\u00e3o ainda mais otimistas que as do FMI, que estima recess\u00e3o de 8% e desemprego a 13,9% este ano.<\/p>\n\n\n\n

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\n\n\n\n

Seguindo o plano de \"desconfinamento\", Portugal deve fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do relaxamento das medidas restritivas a cada 15 dias. \"\u00c9 importante que o governo esteja atento \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer (\u2026) em termos do n\u00famero novo de infec\u00e7\u00f5es, evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade, cuidados intensivos e at\u00e9 dos doentes internados por covid-19\", afirma o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos de Portugal, Miguel Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

A partir da pr\u00f3xima segunda-feira (18), a reabertura ser\u00e1 maior em Portugal, com a segunda etapa do \"desconfinamento\".<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, os portugueses poder\u00e3o fazer uma das coisas que mais apreciam: comer fora. Restaurantes, bares e caf\u00e9s poder\u00e3o abrir, mediante novas obriga\u00e7\u00f5es, como medidas de higieniza\u00e7\u00e3o mais frequentes e rigorosas e redu\u00e7\u00e3o da capacidade m\u00e1xima para garantir a dist\u00e2ncia de at\u00e9 2 metros entre as pessoas.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00edvio para o Ant\u00f4nio Aleixo, que \u00e9 gerente de uma confeitaria no centro da Cidade do Porto. O estabelecimento abriu no dia 4, mas ainda tem muito pouco movimento. \"Estamos ainda a 'conta gotas'. Mas a gente est\u00e1 otimista. As pessoas querem tomar um cafezinho e sentar, comer um pastelzinho de Bel\u00e9m. S\u00e3o coisas que n\u00e3o fazem em casa\", diz.<\/p>\n\n\n\n

\"\"
BBC - Primeiro Ministro Ant\u00f4nio Costa foi at\u00e9 regi\u00e3o central da Cidade do Porto com o objetivo de transmitir confian\u00e7a e \u00e2nimo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A segunda etapa tamb\u00e9m contempla outros espa\u00e7os, como lojas de at\u00e9 400 metros quadrados, museus, monumentos, creches e escolas para estudantes do ensino secund\u00e1rio (semelhante ao ensino m\u00e9dio).<\/p>\n\n\n\n

No final do m\u00eas as igrejas reabrem as portas e o futebol retoma algumas competi\u00e7\u00f5es.
\nE a partir do dia 1\u00ba de junho, o plano contempla a abertura de espa\u00e7os como cinemas, teatros, centros comerciais e grandes lojas. Tamb\u00e9m libera parcialmente o trabalho presencial nas empresas que est\u00e3o em \"home office\".<\/p>\n\n\n\n

Para o baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos, o desconfinamento em Portugal come\u00e7ou na hora certa, embora a situa\u00e7\u00e3o ainda seja preocupante. Mas ele acha que o momento n\u00e3o deve ser encarado com medo pela popula\u00e7\u00e3o e sim com \"respeito ao v\u00edrus\": acatar as regras de prote\u00e7\u00e3o como usar m\u00e1scaras e manter o distanciamento f\u00edsico, etiqueta respirat\u00f3ria e higiene das m\u00e3os \u00e9 fundamental para que o plano d\u00ea certo.<\/p>\n\n\n\n

\"Esta batalha n\u00e3o se ganha s\u00f3 com os pol\u00edticos ou com os m\u00e9dicos, se ganha com os cidad\u00e3os\", declara o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/cNKccaUJ55o\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

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O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Marcelo visitou o mercado de Ericeira, nas imedia\u00e7\u00f5es de Lisboa, e voltou a frequentar museus. O premi\u00ea andou pelo Chiado com a mulher e, nesta segunda-feira, tomou o caf\u00e9 da manh\u00e3 numa confeitaria em Benfica. Nesta segunda fase, 200 mil alunos voltam \u00e0s aulas e restaurantes podem funcionar com 50% da capacidade.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Os centros urbanos permanecem vazios, a ponto de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa sa\u00edrem, nos \u00faltimos dias, numa cruzada para estimular a popula\u00e7\u00e3o a retomar seu cotidiano pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Marcelo visitou o mercado de Ericeira, nas imedia\u00e7\u00f5es de Lisboa, e voltou a frequentar museus. O premi\u00ea andou pelo Chiado com a mulher e, nesta segunda-feira, tomou o caf\u00e9 da manh\u00e3 numa confeitaria em Benfica. Nesta segunda fase, 200 mil alunos voltam \u00e0s aulas e restaurantes podem funcionar com 50% da capacidade.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Apontado como modelo de gest\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus entre seus vizinhos europeus, Portugal inicia a segunda fase do desconfinamento, reabrindo escolas e restaurantes. O fim da quarentena, contudo, que come\u00e7ou no dia 3, revela-se complexo e esbarra no medo e na resist\u00eancia dos portugueses de voltar \u00e0 normalidade. Uma investiga\u00e7\u00e3o da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica revelou que na primeira fase houve um aumento de apenas 2% de pessoas nas ruas.<\/p>\n\n\n\n

Os centros urbanos permanecem vazios, a ponto de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa sa\u00edrem, nos \u00faltimos dias, numa cruzada para estimular a popula\u00e7\u00e3o a retomar seu cotidiano pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Marcelo visitou o mercado de Ericeira, nas imedia\u00e7\u00f5es de Lisboa, e voltou a frequentar museus. O premi\u00ea andou pelo Chiado com a mulher e, nesta segunda-feira, tomou o caf\u00e9 da manh\u00e3 numa confeitaria em Benfica. Nesta segunda fase, 200 mil alunos voltam \u00e0s aulas e restaurantes podem funcionar com 50% da capacidade.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Loja de past\u00e9is de nata em Lisboa, Portugal, adota medidas para evitar cont\u00e1gio por novo coronav\u00edrus. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Apontado como modelo de gest\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus entre seus vizinhos europeus, Portugal inicia a segunda fase do desconfinamento, reabrindo escolas e restaurantes. O fim da quarentena, contudo, que come\u00e7ou no dia 3, revela-se complexo e esbarra no medo e na resist\u00eancia dos portugueses de voltar \u00e0 normalidade. Uma investiga\u00e7\u00e3o da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica revelou que na primeira fase houve um aumento de apenas 2% de pessoas nas ruas.<\/p>\n\n\n\n

Os centros urbanos permanecem vazios, a ponto de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa sa\u00edrem, nos \u00faltimos dias, numa cruzada para estimular a popula\u00e7\u00e3o a retomar seu cotidiano pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Marcelo visitou o mercado de Ericeira, nas imedia\u00e7\u00f5es de Lisboa, e voltou a frequentar museus. O premi\u00ea andou pelo Chiado com a mulher e, nesta segunda-feira, tomou o caf\u00e9 da manh\u00e3 numa confeitaria em Benfica. Nesta segunda fase, 200 mil alunos voltam \u00e0s aulas e restaurantes podem funcionar com 50% da capacidade.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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Loja de past\u00e9is de nata em Lisboa, Portugal, adota medidas para evitar cont\u00e1gio por novo coronav\u00edrus. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Apontado como modelo de gest\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus entre seus vizinhos europeus, Portugal inicia a segunda fase do desconfinamento, reabrindo escolas e restaurantes. O fim da quarentena, contudo, que come\u00e7ou no dia 3, revela-se complexo e esbarra no medo e na resist\u00eancia dos portugueses de voltar \u00e0 normalidade. Uma investiga\u00e7\u00e3o da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica revelou que na primeira fase houve um aumento de apenas 2% de pessoas nas ruas.<\/p>\n\n\n\n

Os centros urbanos permanecem vazios, a ponto de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa sa\u00edrem, nos \u00faltimos dias, numa cruzada para estimular a popula\u00e7\u00e3o a retomar seu cotidiano pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Marcelo visitou o mercado de Ericeira, nas imedia\u00e7\u00f5es de Lisboa, e voltou a frequentar museus. O premi\u00ea andou pelo Chiado com a mulher e, nesta segunda-feira, tomou o caf\u00e9 da manh\u00e3 numa confeitaria em Benfica. Nesta segunda fase, 200 mil alunos voltam \u00e0s aulas e restaurantes podem funcionar com 50% da capacidade.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/ins><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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Loja de past\u00e9is de nata em Lisboa, Portugal, adota medidas para evitar cont\u00e1gio por novo coronav\u00edrus. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Apontado como modelo de gest\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus entre seus vizinhos europeus, Portugal inicia a segunda fase do desconfinamento, reabrindo escolas e restaurantes. O fim da quarentena, contudo, que come\u00e7ou no dia 3, revela-se complexo e esbarra no medo e na resist\u00eancia dos portugueses de voltar \u00e0 normalidade. Uma investiga\u00e7\u00e3o da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica revelou que na primeira fase houve um aumento de apenas 2% de pessoas nas ruas.<\/p>\n\n\n\n

Os centros urbanos permanecem vazios, a ponto de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa sa\u00edrem, nos \u00faltimos dias, numa cruzada para estimular a popula\u00e7\u00e3o a retomar seu cotidiano pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Marcelo visitou o mercado de Ericeira, nas imedia\u00e7\u00f5es de Lisboa, e voltou a frequentar museus. O premi\u00ea andou pelo Chiado com a mulher e, nesta segunda-feira, tomou o caf\u00e9 da manh\u00e3 numa confeitaria em Benfica. Nesta segunda fase, 200 mil alunos voltam \u00e0s aulas e restaurantes podem funcionar com 50% da capacidade.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/ins><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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Loja de past\u00e9is de nata em Lisboa, Portugal, adota medidas para evitar cont\u00e1gio por novo coronav\u00edrus. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Apontado como modelo de gest\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus entre seus vizinhos europeus, Portugal inicia a segunda fase do desconfinamento, reabrindo escolas e restaurantes. O fim da quarentena, contudo, que come\u00e7ou no dia 3, revela-se complexo e esbarra no medo e na resist\u00eancia dos portugueses de voltar \u00e0 normalidade. Uma investiga\u00e7\u00e3o da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica revelou que na primeira fase houve um aumento de apenas 2% de pessoas nas ruas.<\/p>\n\n\n\n

Os centros urbanos permanecem vazios, a ponto de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa sa\u00edrem, nos \u00faltimos dias, numa cruzada para estimular a popula\u00e7\u00e3o a retomar seu cotidiano pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Marcelo visitou o mercado de Ericeira, nas imedia\u00e7\u00f5es de Lisboa, e voltou a frequentar museus. O premi\u00ea andou pelo Chiado com a mulher e, nesta segunda-feira, tomou o caf\u00e9 da manh\u00e3 numa confeitaria em Benfica. Nesta segunda fase, 200 mil alunos voltam \u00e0s aulas e restaurantes podem funcionar com 50% da capacidade.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Pa\u00eds est\u00e1 na segunda fase do desconfinamento, com reabertura de escolas e restaurantes, mas medo de infec\u00e7\u00e3o dificulta a retomada da rotina pr\u00e9-pandemia.<\/h4>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/ins><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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Loja de past\u00e9is de nata em Lisboa, Portugal, adota medidas para evitar cont\u00e1gio por novo coronav\u00edrus. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Apontado como modelo de gest\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus entre seus vizinhos europeus, Portugal inicia a segunda fase do desconfinamento, reabrindo escolas e restaurantes. O fim da quarentena, contudo, que come\u00e7ou no dia 3, revela-se complexo e esbarra no medo e na resist\u00eancia dos portugueses de voltar \u00e0 normalidade. Uma investiga\u00e7\u00e3o da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica revelou que na primeira fase houve um aumento de apenas 2% de pessoas nas ruas.<\/p>\n\n\n\n

Os centros urbanos permanecem vazios, a ponto de o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do primeiro-ministro Ant\u00f3nio Costa sa\u00edrem, nos \u00faltimos dias, numa cruzada para estimular a popula\u00e7\u00e3o a retomar seu cotidiano pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Marcelo visitou o mercado de Ericeira, nas imedia\u00e7\u00f5es de Lisboa, e voltou a frequentar museus. O premi\u00ea andou pelo Chiado com a mulher e, nesta segunda-feira, tomou o caf\u00e9 da manh\u00e3 numa confeitaria em Benfica. Nesta segunda fase, 200 mil alunos voltam \u00e0s aulas e restaurantes podem funcionar com 50% da capacidade.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o nos deixamos vencer pelo v\u00edrus, n\u00e3o podemos deixar-nos vencer pela cura\u201d, apelou Costa, num esfor\u00e7o para demonstrar confian\u00e7a aos portugueses.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Restaurante em Lisboa, Portugal, se prepara para reabertura ap\u00f3s confinamento. (Foto-\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

N\u00e3o tem sido f\u00e1cil convencer a popula\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa realizada entre os dias 6 e 11 pelo Centro de Estudos de Opini\u00e3o e Sondagens da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa refor\u00e7a a tese. Mais de um quarto dos entrevistados disseram que seu estado f\u00edsico e mental deteriorou.<\/p>\n\n\n\n

\u201cNeste invent\u00e1rio de sa\u00fade mental, as pessoas est\u00e3o receosas e saudosas\u201d, atestou Ricardo Reis, diretor do CESOP, ao apresentar a pesquisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

O estudo revelou ainda que, neste momento, 50% dos entrevistados disseram que n\u00e3o pretendem tirar f\u00e9rias no ver\u00e3o. Dos que mant\u00eam o descanso, apenas 9% manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de viajar. Embora o confinamento tenha sido afrouxado no in\u00edcio do m\u00eas, 9% afirmaram n\u00e3o ter sa\u00eddo \u00e0 rua; 21% tinham deixado suas casas apenas uma vez por semana.<\/p>\n\n\n\n

Passeios a p\u00e9 ou para fazer exerc\u00edcios foram raros. Os portugueses evitam transportes p\u00fablicos e hospitais, sentem-se mais seguros em farm\u00e1cias; 65% acham que o v\u00edrus \u00e9 perigoso ou muito perigoso.<\/p>\n\n\n\n

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18 de maio de 2020 - Alunos usam m\u00e1scara em sala de aula no col\u00e9gio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (COVID-19) em Portugal. (Foto\/CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 36% cancelaram consultas m\u00e9dicas. \u201cIsso \u00e9 preocupante, pois pode acarretar uma segunda onda de doen\u00e7as provocadas por falta de cuidados m\u00e9dicos adiados por medo\u201d, analisa Filipe Santos, diretor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n

O futuro se mostra sombrio para os portugueses: 46% t\u00eam medo de serem infectados, 25% receiam perder o emprego, 34% acham prov\u00e1vel perder familiar pr\u00f3ximo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

\u201cT\u00e3o cedo n\u00e3o teremos vacinas, os tratamentos com antivirais n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia comprovada. Vamos ter que aprender a conviver com o v\u00edrus de forma natural e corajosa\u201d, pondera Filipe Santos<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

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Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 carregada no santu\u00e1rio cat\u00f3lico de F\u00e1tima, em Portugal, praticamente vazio, nesta quarta-feira (13) . (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

O presidente admite que o desconfinamento foi contido, embora o n\u00famero de mortos pela Covid-19 tenha ca\u00eddo e o de curados, crescido. A pandemia registrou 29.209 casos e 1.231 mortos em Portugal. Permanecem internadas 628 pessoas, das quais 105 em UTIs.<\/p>\n\n\n\n

\u201cFalar de luz ao fim do t\u00fanel \u00e9 falar de uma realidade que os portugueses t\u00eam que conquistar por eles pr\u00f3prios\u201d, avalia o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber como superar o trauma do confinamento e restabelecer a confian\u00e7a para voltar a viver em liberdade.<\/p>\n\n\n\n

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Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Portugal alivia medidas em momentos diferentes: a 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n
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Portugal alivia medidas em momentos diferentes: a 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n

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Portugal alivia medidas em momentos diferentes: a 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n

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Portugal alivia medidas em momentos diferentes: a 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

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Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n

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Estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/h4>\n\n\n\n

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Portugal alivia medidas em momentos diferentes: a 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n

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Estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/h4>\n\n\n\n

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LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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Portugal alivia medidas em momentos diferentes: a 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n

Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n

Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n

A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n

\u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n

\u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n

Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n

\nhttps:\/\/youtu.be\/9Ja5X-fIXaw\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n

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Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n

Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n

Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n

Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n

Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n

Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n

Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Funcion\u00e1ria distribui alimentos e refei\u00e7\u00f5es em Lisboa durante epidemia do novo coronav\u00edrus: programas apoiam pessoas que perderam o emprego. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n

Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n

Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n

Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Funcion\u00e1ria distribui alimentos e refei\u00e7\u00f5es em Lisboa durante epidemia do novo coronav\u00edrus: programas apoiam pessoas que perderam o emprego. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n

Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n

Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n

Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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Funcion\u00e1ria distribui alimentos e refei\u00e7\u00f5es em Lisboa durante epidemia do novo coronav\u00edrus: programas apoiam pessoas que perderam o emprego. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n

Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n

Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n

Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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Funcion\u00e1ria distribui alimentos e refei\u00e7\u00f5es em Lisboa durante epidemia do novo coronav\u00edrus: programas apoiam pessoas que perderam o emprego. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n

Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n

Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n

Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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Procura por bancos de alimentos e refei\u00e7\u00f5es gr\u00e1tis re\u00fanem de profissionais liberais portugueses a imigrantes brasileiros.<\/h4>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n

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Funcion\u00e1ria distribui alimentos e refei\u00e7\u00f5es em Lisboa durante epidemia do novo coronav\u00edrus: programas apoiam pessoas que perderam o emprego. (Foto-CWB)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n

Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n

Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n

Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n

No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n

\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n

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