Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n
\u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n
Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Portugal come\u00e7ou a segunda fase da reabertura econ\u00f4mica. O pa\u00eds \u00e9 considerado um exemplo no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n Os estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n Depois de dois meses, as confeitarias que vendem o tradicional pastel de Bel\u00e9m finalmente puderam reabrir. O movimento ainda \u00e9 t\u00edmido, mas, aos poucos, a vida no pa\u00eds come\u00e7a vai voltando \u00e0 normalidade - ou melhor, a uma nova realidade.<\/p>\n\n\n\n A an\u00e1lise dos primeiros 15 dias de reabertura em Portugal \u00e9 otimista. O movimento nas ruas aumentou apenas 2% e as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o observaram impacto na curva de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Os n\u00fameros di\u00e1rios de novos casos e de mortes continuam caindo.<\/p>\n\n\n\n \u201cPelo que eu vi, est\u00e3o todos prevenidos, todos mantendo o padr\u00e3o, como tem que ser\u201d, diz a gar\u00e7onete Nice Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n \u201cVejo as pessoas com m\u00e1scaras, as pessoas tentam evitar ficar encostadas umas nas outras\u201d, conta M\u00e9rcia Medeiros, empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n \u201cN\u00f3s esperamos que, nesta segunda fase de desconfinamento, a tend\u00eancia se mantenha. E ela manter-se-\u00e1 se todos n\u00f3s respeitarmos as regras de higiene, em particular das m\u00e3os\u201d, afirma Ant\u00f3nio Costa, primeiro-ministro de Portugal.<\/p>\n\n\n\n Outro l\u00edder do pa\u00eds, o presidente Marcelo Rebelo Sousa, d\u00e1 o exemplo. Ele foi fotografado na fila de um supermercado, usando m\u00e1scara e mantendo o distanciamento social. \u201cN\u00f3s estamos aqui a correr uma maratona. Na primeira parte da maratona, n\u00f3s ganhamos os primeiros cem quil\u00f4metros\u201d, comemora Rebelo de Sousa.<\/p>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
\u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
\u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
\u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
\u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
\u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
\u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Crise do coronav\u00edrus agrava adversidades de imigrantes brasileiros em Portugal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n Quando chega a hora do almo\u00e7o em Portugal, Wilson Raposo recorre ao apoio de uma institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Para jantar, vai a um centro esp\u00edrita. O caf\u00e9 da manh\u00e3 deste emigrante paulista de 33 anos \u00e9 feito das sobras das refei\u00e7\u00f5es. Viver de doa\u00e7\u00f5es passou a ser o cotidiano de milhares de imigrantes e portugueses que perderam seus emprego e renda durante a pandemia da Covid-19 e entraram nas filas de bancos alimentares por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n Se na primeira fase do desconfinamento, no in\u00edcio de maio, grande parte da popula\u00e7\u00e3o correu aos cabeleireiros, nos dias seguintes Portugal conheceu a face da pobreza. O pa\u00eds foi surpreendido pelas imagens de centenas de pessoas aglomeradas na fila da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos em uma mesquita em Amadora, na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa. A pol\u00edcia foi chamada para manter o distanciamento social.<\/p>\n\n\n\n Dia ap\u00f3s dia, pessoas de classe m\u00e9dia, profissionais liberais, jovens, idosos, m\u00e3es com beb\u00eas, imigrantes e portugueses engrossam filas por todo o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o, s\u00e3o mais 77 mil pessoas sem emprego, elevando o total do pa\u00eds para 392 mil. O governo previu aumento da taxa de desemprego dos atuais 6,5% para quase 10%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eu nunca vi nada assim em Portugal nos meus 27 anos de trabalho \u2014 disse Isabel Jonet, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com a experi\u00eancia adquirida em campanhas contra a fome em S\u00e3o Paulo nos anos 1990, Jonet, uma portuguesa de 60 anos formada em economia, faz contas para tentar multiplicar o estoque de cem toneladas de comida. Ela diz que a quantidade n\u00e3o chega para abastecer todos os 21 bancos e 2.600 institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que atendem 390 mil pessoas. Entre o final de abril e o in\u00edcio de maio, os pedidos aos bancos duplicaram e chegaram a 14 mil, o que representa cerca de 60 mil novas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Institui\u00e7\u00f5es religiosas, como a C\u00e1ritas, tamb\u00e9m registraram aumento de pedidos de cerca de 40%.<\/p>\n\n\n\n \u2014 S\u00e3o dentistas, taxistas, m\u00fasicos, fisioterapeutas, manicures e profissionais liberais diversos ligados ao turismo e restaurantes, sejam imigrantes ou nacionais. Brasileiros e portugueses est\u00e3o juntos na fome causada pelos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, porque ningu\u00e9m esperava perder trabalho de uma hora para outra \u2014 afirmou Jonet.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Os imigrantes s\u00e3o apontados como uma das camadas sociais mais vulner\u00e1veis. Wilson Raposo foi copeiro e pedreiro. Com seis meses de resid\u00eancia em Portugal, perdeu os rendimentos com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os n\u00e3o essenciais e teve que recorrer ao apoio emergencial da Seguridade Social para n\u00e3o dormir na rua.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Eles pagam o aluguel de um hostel no Porto enquanto procuro trabalho, mas est\u00e1 dif\u00edcil \u2014 disse Raposo, que est\u00e1 na expectativa de conseguir um emprego em em Lisboa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Com o fechamento das creches e escolas p\u00fablicas, onde as refei\u00e7\u00f5es eram gratuitas ou muito baratas, a balconista portuguesa Telma Fernandes se viu em casa com quatro filhos, de 3, 9, 13 e 20 anos, para alimentar. E foi surpreendida com a libera\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do irm\u00e3o, medida para conter a doen\u00e7a no sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Fiquei tr\u00eas horas na fila para conseguir arroz, batata, a\u00e7\u00facar e atum. Este m\u00eas recebi \u20ac400 (R$ 2.348) e s\u00f3 o mercado custa \u20ac500 (R$ 2.935), fora as outras despesas, como rem\u00e9dios e contas, que n\u00e3o consigo pagar mesmo com o abono da Seguridade Social \u2014 disse ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Psic\u00f3loga e diretora t\u00e9cnica do Centro Social e Paroquial Nuno \u00c1lvares Pereira de S\u00e3o Tiago, em Camarate, uma das regi\u00f5es mais pobres de Lisboa, Filipa Sampaio Moreno coordena a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos que chegam do Banco Alimentar.<\/p>\n\n\n\n \u2014 As pessoas desabam. H\u00e1 gente que teve que ser alimentada imediatamente, algo que n\u00e3o faz\u00edamos. Nem nos anos de interven\u00e7\u00e3o da troika [programa de ajuste econ\u00f4mico de Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI entre 2011 e 2014] senti esta fragilidade \u2014 contou Moreno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n No bairro de Sacav\u00e9m, a cuidadora de idosos paulista Mary Nascimento vive com o filho na casa de uma amiga, que tem cinco filhos. Ela se mudou durante a pandemia porque dividir o aluguel de \u20ac350 (R$ 2.054) era mais barato que os \u20ac680 (R$ 3.992) que pagava sozinha. Cuidava de duas senhoras e manteve o trabalho com uma.<\/p>\n\n\n\n \u2014 Se n\u00e3o fosse a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o daria para fazer supermercado para oito pessoas \u2014 garantiu.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Portugal tem quase dois milh\u00f5es de pessoas na faixa da pobreza. O governo ampliou em 50% a distribui\u00e7\u00e3o de cestas alimentares para 600 institui\u00e7\u00f5es sociais, passando de 60 mil para 90 mil fam\u00edlias. O apoio da Seguridade Social foi estendido aos trabalhadores informais que n\u00e3o contribu\u00edram para o sistema no \u00faltimo ano, que ter\u00e3o direito a \u20ac 219,4 (R$ 1,3 mil) mensais.<\/p>\n\n\n\n
LEIA TAMB\u00c9M: Coronav\u00edrus destr\u00f3i sonho de brasileiros em Portugal, e muitos penam para voltar<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n LEIA TAMB\u00c9M: Por que Portugal come\u00e7ou a relaxar isolamento?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\nEstudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/h4>\n\n\n\n
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Estudantes do ensino m\u00e9dio retornaram \u00e0s salas de aula, mas com uma s\u00e9rie de medidas de higiene. Lojas de rua, caf\u00e9s, restaurantes, parques e museus tamb\u00e9m voltaram a funcionar, todos com capacidade reduzida.<\/h4>\n\n\n\n
2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n
2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n
2 milh\u00f5es de pobres<\/h2>\n\n\n\n
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Pedidos duplicam<\/h2>\n\n\n\n
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Procura por bancos de alimentos e refei\u00e7\u00f5es gr\u00e1tis re\u00fanem de profissionais liberais portugueses a imigrantes brasileiros.<\/h4>\n\n\n\n