Especialista elege os portugueses como segundo povo mais simpático da Europa

Por Tatiana Cunha.

Por sorte, em minhas andanças por aí, me deparei com mais populações amáveis e receptivas do que o contrário. Saiba quais são as minhas favoritas.

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Como é chato chegar num país incrível e se decepcionar com o povo…

Não sei se com você também é assim, mas eu sou totalmente influenciada pela simpatia da população quando visito um país diferente.

Parece que a educação, a amabilidade e a simpatia dos habitantes locais me fazem ver o país deles com outros olhos, mais carinhosos, mais generosos.

Estou longe de conhecer o mundo todo (infelizmente), mas já conheci uma boa parte dele e, por sorte, encontrei mais povos simpáticos do que antipáticos em minhas andanças por aí.

Apesar de a lista abaixo ser totalmente baseada na minha experiência própria e na minha opinião para determinar os povos mais e menos simpáticos do planeta, fui atrás de alguma pesquisa que embasasse minha percepção.

O máximo que encontrei foi uma pesquisa realizada pelo buscador de viagens Skyscanner, para determinar os países com a população mais rude do mundo. O levantamento feito em 2012 ouviu mais de 1.200 pessoas e os vencedores da falta de educação foram os franceses, com mais de 19% dos votos. Os russos ficaram no segundo posto, com 16,56% dos votos, seguidos por britânicos (10,43%), alemães (9,93%), chineses (4,3%), americanos (3,39%) e espanhóis (3,15%).

Na outra ponta da lista de 34 países ficaram Brasil, com 0,08% (leia-se então o mais simpático), Caribe (0,08%), Filipinas (0,17%), Tailândia (0,25%) e Portugal (0,33%).

Agora vamos à minha lista dos povos mais simpáticos do mundo?

1. México

Não me perguntem o motivo porque não sei explicar, mas confesso que sempre tive uma certa “preguiça” do México. Nunca tive muita vontade de conhecer e não sabia muito o que esperar quando tive que ir à Cidade do México a trabalho em 2015. Bastaram algumas horas na cidade para eu me encantar com o país e pelo povo. Que gente simpática e atenciosa! Dos funcionários do hotel aos do Starbucks, passando por motoristas de Uber, vendedores, etc, etc. Fiquei muito surpresa e encantada com o que encontrei e adorei a cidade. Como estava trabalhando não pude conhecer muitos locais turísticos, mas dei uma escapadinha até Teotihuacan, onde ficam as famosas pirâmides, e amei. Desde então estou planejando voltar ao México para conhecer outros locais.

2. Vietnã

Há alguns anos fui pela primeira vez ao Vietnã. Minha primeira parada foi a caótica Saigon, onde passei uma noite e mal tive contato com a população. Na sequência porém fui para Hoi An, de onde fiz um passeio de quatro dias de moto pelo interior do país. Algumas horas na garupa da minha motinho foram o bastante para eu me apaixonar por aquelas pessoas. Nosso grupo passava por dentro de terrenos, de vilarejos e as crianças e adultos sempre deixavam o que estavam fazendo para nos saudar, acenar e mandar beijinhos. Em todos os lugares por onde paramos fomos bem tratados e super bem recebidos. Inesquecível a amabilidade deste povo tão sofrido.

3. Japão

Acho que já contei em algum post o dia que caí de amores pelos japoneses, mas para quem não leu ou não se lembra, conto de novo. Estava no Japão quando aconteceu o lançamento do documentário “Senna” por lá. Como trabalhava com F-1 e estava super interessada em ver o filme, resolvi me arriscar a ir no cinema depois de pedir algumas informações na recepção do hotel onde estava hospedada. Mas quando desci do metrô não sabia onde era a sala de cinema. Vi duas senhorinhas com carrinhos de feira paradas na rua, conversando. Cheguei para elas e mostrei o nome do cinema num papel, falando em inglês. Nenhuma delas falava outra coisa que não japonês. Uma delas segurou na minha mão e fez um sinal para que eu esperasse. Ela se despediu da amiga e pediu que eu a seguisse. Com seu carrinho de feira, andamos cerca de quatro quadras até que ela parou e apontou para um edifício. Era o cinema que eu buscava! Quer coisa mais fofa? E ela não é a única, os japoneses são muito educados e amáveis.

4. Irlanda

Não sei se é a quantidade de cerveja que eles ingerem diariamente ou se o fato de morar num país tão encantador, mas a verdade é que os irlandeses são um dos povos mais simpáticos que conheci. Sempre alegres e dispostos a ajudar, gostam de puxar assunto e contar um pouco da história de seu país quando veem que você está interessado. O único problema é que às vezes fica difícil entender o sotaque carregado que eles têm, especialmente depois de umas cervejas a mais…

5. Portugal

Acho que qualquer brasileiro que já foi a Portugal concorda comigo. Eles são de longe o povo europeu mais simpático que conheço e basta dizer que você é do Brasil para eles se desmancharem em elogios e passarem a te tratar como um rei. Todas as vezes que estive por lá fui muito bem recebida e achei as pessoas muito amáveis e educadas. Até os mais velhinhos, que tendem a ser mais ranzinzas, amolecem quando escutam nosso sotaque brasileiro 😉

E os mais antipáticos…

1. Rússia

Não sei se é a barreira da língua, a cultura muito diferente da nossa ou o frio polar que faz por lá boa parte do ano, mas achei o povo russo muito mal-humorado e muito mal-educado. Alguém se lembra daquele treinador de vôlei da seleção feminina de vôlei, Nicolay Karpol, que gritava e “espinafrava” suas jogadoras? Pois era mais ou menos assim que eu me sentia quando estava na Rússia. Dos funcionários do hotel, ao pessoal no aeroporto, a moça da loja que vendia chip telefônico, todo mundo me tratava mal e parecia estar fazendo um grande favor em me prestar um serviço (pelo qual eu estava pagando, diga-se de passagem). Talvez eu tenha tido azar ou não foram com a minha cara…

2. China

Perdi as contas de quantas vezes chorei de raiva nas dez vezes que estive na China. Talvez a língua seja a grande culpada, mas acho que a cultura completamente diferente da nossa também ajuda. Da primeira vez que estive lá, em 2007, prometi que nunca mais voltaria, tamanha minha frustração com o país e as pessoas. Mas como tinha que trabalhar lá uma vez por ano, continuei indo e preciso confessar que consegui vez uma evolução da educação e dos modos da população, mas ainda assim é difícil. Imagine ir num shopping center e dar de cara com uma mãe abrindo o macacão de seu bebê para que ele fizesse número um e número dois no chão mesmo? Fila é outro conceito que os chineses desconhecem. Fora a falta de noção do espalho alheio… eles ficam em cima de você, falam alto, fumam na sua cara, cospem ao seu lado… difícil!

3. Espanha

Tudo que o país vizinho tem de simpático os espanhóis têm de antipáticos. Amo a Espanha e sou descendente de espanhóis, mas verdade seja dita: ô povo mal-humorado!!! Perdi as contas de quantas patadas já tomei nos quatro cantos do país. Lembro de uma vez ter ido ao centro de informações turísticas do aeroporto de Barcelona e quase ter sido escorraçada de lá pela funcionária (que devia estar de TPM tamanho seu mal-humor). Se num lugar para ajudar turistas você é mal tratado, imagine no resto… Ah, lembro também uma vez que estava em Valência e cometi o sacrilégio de perguntar ao garçom do restaurante se ele tinha “crema catalana” de sobremesa. Ele friamente me respondeu: “Se você quer comer crema catalana deveria ir para a Catalunha”. Ops!

4. França

O que fizer dos franceses?? Acho que eles são mal-educados e mal-humorados por natureza… (o que realmente não entendo, porque se eu vivesse num país lindo como o deles, com os queijos, pães e vinhos que eles têm eu certamente seria a pessoa mais bem humorada do mundo, hahahaha). A verdade é que eles são uma unanimidade neste quesito e sempre lideram os rankings dos mais antipáticos e menos receptivos do planeta, como já fiz um post aqui.

5. Alemanha

Não sei dizer na verdade se os alemães são mal educados ou se são simplesmente frios e indiferentes. Talvez seja meu sangue latino que estranhe, mas acho os alemães meio distantes. Eles não chegam a ser rudes como os espanhóis e mal-educados como os franceses, mas eles também não têm muita paciência em várias situações comuns a nós, turistas. Talvez seja apenas impressão minha, não sei. Qual sua percepção dos alemães?

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